Visão

A construção de um mundo no qual todas e todos podemos ser agentes de transformação social positiva.

Ao longo de muitas gerações, a sociedade organizou-se numa hierarquia, de forma a que a maioria das pessoas implementasse e repetisse as decisões de uma minoria. Hoje, muito graças ao desenvolvimento tecnológico, todos nós temos a capacidade para liderar e realizar grandes feitos. Isso está a causar uma explosão de mudanças sociais em várias direções.

A visão da Ashoka é fazer com que cada um seja uma parte consciente dessa transformação de paradigma, tendo as capacidades e oportunidades de contribuir de forma ativa e colaborativa para o bem-comum.

Missão

Queremos contribuir para a co-construção de um novo cenário necessário para viver e trabalhar juntos num mundo em constante mudança. Os quatro elementos principais desse novo cenário são empatia, trabalho de equipa, liderança colaborativa e realização de mudanças.
Empatia é crucial num mundo complexo em constante e rápida mudança. A ética baseada na empatia está a tornar-se rapidamente numa qualidade importante e necessária em todas as nossas atividades.

Trabalho de equipa baseia-se na capacidade de cada um(a) trabalhar em “equipas de equipas” abertas e flexíveis.
Liderança colaborativa requer que cada pessoa dentro da equipe tenha iniciativa. Cada um(a) deve ter a capacidade de visualizar o cenário mais amplo e sugerir soluções que contribuam para resultados sociais positivos.

Realização de mudanças é a capacidade de desenvolver inovações efetivas para o bem comum.

A missão da Ashoka centra-se hoje em garantir que:

(1) todas as crianças têm empatia como uma característica forte e definidora das suas ações e visão do mundo,

(2) todos os jovens experimentem realizar mudanças sociais positivas

(3) as organizações em todos os setores adotem um estilo de trabalho de "equipas de equipas" flexíveis e abertas que apoiam a realização de mudanças por todos.

História

O americano Bill Drayton fundou a Ashoka em 1980 com o objetivo de potencializar as transformações sociais positivas por meio do reconhecimento e do apoio a empreendedores sociais inovadores, com um impacto sistémico.

O nome da organização foi inspirado pelo imperador indiano que se tornou no símbolo de liderança servidora. Depois de unificar a Índia no século 3 a.C., o imperador Ashoka renunciou à violência e tornou-se num dos líderes mais tolerantes, criativos e de mentalidade aberta da história, criando inovações pioneiras para o desenvolvimento económico e bem-estar social. Esta palavra em sânscrito significa também "ausência ativa de tristeza".

A Ashoka estabeleceu-se inicialmente na Índia e rapidamente se expandiu através do reconhecimento de empreendedores sociais no Brasil, no México, em Bangladesh e no Nepal. Durante os anos 1990, continuou a acrescentar países da Ásia, da África, da América Latina e da Europa Central e Oriental, criando uma verdadeira rede global de Ashoka Fellows, que é a ainda hoje a maior rede de empreendedores sociais do mundo.

No virar do século tornou-se evidente que a Ashoka havia alcançado amplamente um dos seus principais objetivos: estabelecer o campo do empreendedorismo social. Outras organizações foram formadas para apoiar o trabalho de empreendedoras e de empreendedores sociais promissores em várias fases do seu desenvolvimento individual e organizacional. Os programas de empreendedorismo social passaram a ser um elemento básico das escolas de negócio e de políticas públicas em vários países, e uma gama crescente de pesquisadores e empresas - incluindo advogados, consultores, académicos, associações comerciais - evoluíram para estudar e acelerar o trabalho dos empreendedores sociais.

Tendo atingido este feito, em 2005 a Ashoka mudou formalmente seu foco para a visão "Todos Podemos Ser Agentes de Transformação™" (em inglês EACH - Everyone a Changemaker), acreditando que por estarmos num momento verdadeiramente histórico em que qualquer pessoa é capaz de criar uma mudança positiva, precisamos de nos tornar agentes de transformação para prosperar e devemos estar equipados com as habilidades necessárias para esse fim.

A Ashoka adotou e desenvolveu essa estratégia a partir da inspiração, da profundidade de conhecimento, da experiência acumulada e das ideias coletivas dos Ashoka Fellows, que permite um crescimento amplo e profundo da mudança social eficaz. Um dos aspetos mais importantes da nova estratégia foi a constatação de que a única maneira de aumentar significativamente a proporção de adultos que se vêem como agentes de transformação e que dominem as necessárias e complexas habilidades sociais subjacentes, é transformar a maneira como todos os jovens crescem.

Nesta linha, em 2008 foi lançado o programa AshokaU para catalisar a inovação social no ensino superior por meio de uma rede global de equipas de mudança, compostas por estudantes empreendedores, professores e líderes comunitários. Em 2012, lançou-se o programa Escolas Transformadoras para estimular uma comunidade global das principais escolas de ensino básico, fundamental e médio que priorizam a empatia, o trabalho em equipe, a liderança, a resolução de problemas e a realização de mudanças sociais protagonizadas pelos próprios alunos e alunas.

Atualmente, a Ashoka opera em mais de 90 países em todos os continentes, tendo reconhecido mais de 3.600 Ashoka Fellows em todo o mundo. Em Portugal, esta organização estabeleceu-se em 2017 e conta hoje com uma rede emergente de 2 Ashoka Fellows e 5 Escolas Transformadoras.

Olhando para o futuro, identificamos oportunidades potenciais numa sociedade que está perto de atingir um momento decisivo que tornará possível a resolução de problemas críticos por meio de mudanças sistémicas generalizadas. Fazemos isso apoiando e incentivando empreendedores sociais a trabalhar uns com os outros e com parceiros empresariais, com o setor público, com a universidade e com outras instituições influentes, apoiando-se mutuamente e provando o poder do espírito colaborativo e empreendedor.

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