Escolas Transformadoras - Processo de Seleção

A rede global de Escolas Transformadoras é económica e pedagogicamente independente da Ashoka. A Ashoka apenas reconhece o trabalho desenvolvido por estas escolas e cria redes colaborativas, de forma a fortalecer as suas iniciativas e o seu papel de embaixadores de uma poderosa mensagem para o resto da comunidade educativa.

O programa Escolas Transformadoras foi desenvolvido para alcançar dois objetivos principais:

  1. Todos os jovens se identificam como changemakers;
  2. Todas as crianças têm a arte de criar empatia.

Em Janeiro 2019 Ashoka selecionou 5 novas escolas transformadoras em Portugal, que foram apresentadas no evento do dia 21 de Fevereiro na Fundação Montepio, em Lisboa.

As 5 novas escolas são:

Colégio Novo da Maia

A criatividade e unicidade de cada aluno é um ponto central no seu modelo de aprendizagem. O espaço da escola mostra bem a sua essência – salas amplas e dispostas em ilhas para o trabalho dinâmico  em projetos, por todo o lado instalações artísticas com mensagens fortes e visionárias feitas pelos alunos, nas portas e vãos de escada citações e poemas para a auto-reflexão de todos, nas paredes das salas muitos  post-its com sonhos co-criados, lá fora espaços verdes, muito desporto, música e gargalhadas.

Colégio Monte Flor

“Uma criança, um futuro” traduz a sua missão de promover um  ensino individualizado, baseado em projetos interdisciplinares, através do qual cada criança é valorizada pelos seus talentos e aspirações. Nesta escola, a voz dos alunos é escutada e fomentada, sendo eles proativos construtores dos seus próprios percursos de aprendizagem e da vivência comunitária dentro e fora da escola. A participação muito presente dos pais em todo este processo permite que estejam alinhados com um modelo de ensino muito diferente do que eles próprios tiveram.

Agrupamento de Escolas de Alcanena

O conceito de inclusão é tomado como uma missão central. Através de metodologias de aprendizagem por projeto e de muitas e variadas ofertas para a exploração e aprofundamento vocacional, a equipa de docentes e parceiros da escola está dedicada a empoderar cada aluno  para que se torne um agente de transformação positiva na sua comunidade, sempre fomentando a compreensão profunda e comum da importância da cooperação, do respeito pela diversidade e igualdade.

Scholé

Não há turmas, não há salas de aula nem disciplinas. Traduzida do Grego, a palavra Scholé significa ”tempo livre, lazer; aquele em que o lazer é empregado; discussão aprendida”. Espaço-tempo para descobrir, explorar e nutrir o aprender a saber, aprender a ser, aprender a sentir, aprender a fazer, aprender a viver em comunidade e aprender a fazer acontecer. Baseada numa metodologia própria de projetos interdisciplinares, o seu modelo cria um novo paradigma de colaboração e aprendizagem de todos através da relação, que procura criar mentes felizes e corações inteligentes.

Agrupamento de Escolas do Cerco do Porto

Acredita profundamente no potencial de cada pessoa como agente de transformação positiva da própria vida e da sua comunidade. Situada num contexto com múltiplos e profundos desafios sociais, a equipa docente e não docente tem feito o impossível para conseguir oferecer aos seus alunos experiências de aprendizagem verdadeiramente significativas e ricas. É da sua cultura de grande carinho e proximidade entre docentes, alunos e comunidade que surgem novos horizontes e círculos virtuosos de mudança social, que se expandem para lá das paredes da escola e dos limites do bairro.


O processo de seleção das escolas transformadoras inclui cinco passos:

Nomeação

Este ano a nomeação foi aberta a toda a comunidade portuguesa. Assim como, a uma rede de pessoas escolhidas pela Ashoka, que conhecem a fundo a visão da Educação Transformadora e que têm uma vasta experiência no setor educativo, e que foram convidadas a nomear escolas candidatas a Escolas Transformadoras. Participaram 130 nomeadores, que nomearam cerca de 90 escolas em todo o País.

Investigação

As 20 escolas que receberam o maior número de nomeações foram investigadas pelos staff da Ashoka e apresentadas a um primeiro painel interno de pessoas convidadas pela Ashoka que conhecem a fundo a visão da Ashoka e que são especialistas de educação em Portugal. Este painel sugeriu 10 destas escolas para seguir para a próxima fase. A Ashoka entrou em contactou as Escola através de reuniões com a direção. Posteriormente, o  staff da Ashoka entrevistou membros da escola ou da direção para perceber o alinhamento com a visão EACH e a abertura à colaboração.

Auto-avaliação

Cada escola candidata respondeu a um questionário com questões de reflexão relacionadas com a adequação do seu trabalho com os critérios de seleção da Ashoka.

Visita

A Ashoka visita durante meio dia as escolas candidatas. Este é o momento de encontro com os principais dinamizadores de iniciativas transformadoras dentro da escola e de verificação de que a cultura criada na escola permite às crianças tornarem-se líderes empáticas, capazes de trabalhar em equipa e resolver problemas de forma criativa. O staff da Ashoka entrevistou alunos, pais, parceiros, membros da equipa da direção e professores.

Painel

As escolas candidatas tiveram conversas individuais com um painel que inclui Ashoka fellows e outros membros da Ashoka que trabalham na educação em outros países. Por último, as recomendações do Painel global foram partilhadas com um Painel interno de avaliadores (mesmas pessoas do painel interno da primeira fase).

 

Este processo de seleção obedece a 5 critérios

Visão

As Escolas Transformadoras procuram formar os seus alunos como agentes de transformação positiva no mundo, com uma profunda consciência social e ambiental e a ambição de trabalhar para o bem-estar comum, e não apenas para o seu sucesso individual. É fundamental que a liderança da escola esteja comprometida e alinhada com esta visão e que já tenha dado passos em direção à sua realização.

Inovação

As Escolas Transformadoras demonstram capacidade de inovar, criando e aplicando novas ideias e metodologias educativas. São inovadoras, sobretudo, na forma como ensinam e cultivam as competências transformadoras: empatia, trabalho em equipa, criatividade e empreendedorismo social.

Influência e Colaboração

As Escolas Transformadoras têm a vocação, as condições e a vontade necessárias para influenciar o ecossistema da educação em Portugal, além de uma clara aspiração a liderar, de forma colaborativa, o avanço de uma visão de educação para a transformação social.

Aprendizagem Ativa

As Escolas Transformadoras olham os alunos como sujeitos ativos no seu próprio processo de aprendizagem. Os alunos participam nas escolhas feitas dentro e fora da sala de aula.

Equipa Transformadora

A equipa da escola acredita profundamente na necessidade e possibilidade de todos serem agentes de transformação positiva. Os seus membros sentem-se motivados a promover mudanças positivas na sociedade e entusiasmados para partilhar e aprender com outras equipas. A liderança numa Escola Transformadora é inovadora, aberta a novas ideias e democrática, contando com a participação de toda a comunidade educativa (professores, funcionários, pais, educandos e parceiros).

 

 A rede de Escolas Ashoka já conta com mais de 350 escolas, e atualmente já fazem parte dessa rede 9 escolas portuguesas em todo o país, que formam equipa de trabalho com o objetivo de contribuir para a mudança do paradigma da educação em Portugal.